Portugal

O Mundo espantoso em que vivemos,paralisa-nos e por vezes não nos lembramos que a nossa presença humana deve ser ao vivo. Parabéns Pedro,apesar de tardios, por mais um ano de enriquecimento, que está presente na tua relação com os outros.
Na Saúde, o País não irá viver em 2012 o seu melhor momento. Acreditando ou não, na teia de medidas anunciadas como um sinal de final feliz, contando com a valentia e esforço de todos os profissionais de saúde, não se vislumbra a fibra da reforma hospitalar.
Nem só de saúde vive o homem,…. adaptação do original conhecido…., sem ela é mais difícil viver com qualidade e felicidade, sem esquecer o indispensável contributo para o desenvolvimento económico.
Tantos e aturados estudos……relatórios…….intervenções cívicas e vá-se lá entender, que para além de reduzir despesa, quais são as provas de que todos teremos mais e melhor saúde.
Acredito…., mas não cedo ao lema de saúde para todos, obviamente que o fosso que vai separar ainda mais ricos e pobres, nem sei o que diga…..,é precisamente o mais dramático.
No final da leitura do recente relatório da OCDE,que terminarei em breve, penso abordar o tema da reforma da saúde, com detalhe à luz dos conhecimentos não empíricos e com o pano de fundo da comissão tripartida que tudo nos exige…….., até pagarmos o que devemos.

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Hospital

Análise Sumária efectuada ao Relatório de Acompanhamento na Execução dos Contratos-Programa 2010,Instituições Hospitalares e Unidades Locais de Saúde do SNS,realizado pela ACSS,(Administração Central do Sistema de Saúde,IP) e publicado em Agosto de 2011.

Grau de cumprimento do objectivo: Demora Média

.A nível nacional, é o indicador que regista mais incumprimento,(76% das instituições não cumpre o contratualizado,apenas 20% consegue atingir).

A demora média é um indicador importante,que possibilita aferir a eficiência e os indicadores de qualidade dos Estabelecimentos de Saúde.Aumenta por múltiplas razões,sendo a mais comum, o número insuficiente de camas de Cuidados Continuados e Paliativos.A disponibilidade destas camas no sistema de saúde, deve ser o garante da continuidade de tratamentos,que não são necessários realizar em meio hospitalar.
A demora média é um factor importante no consumo dos recursos das unidades de saúde, em 2009 os doentes registaram 8,2 dias média de internamento hospitalar. Este valor é superior à meta estabelecida para 2010 de 6 dias. Nos últimos 7 anos verifica-se uma tendência de descida da demora média, o que é animador.
O número de doentes saídos por cama hospitalar/ano teve um aumento de 31,8 para 34,8 de 2004 a 2009,no entanto, ainda está abaixo da meta definida no Plano Nacional de Saúde para 2010 ( 50 doentes saídos por cama hospitalar/ano).
É relevante analisar que a sexta-feira é o dia da semana que acontece mais altas.O sábado e principalmente o Domingo, apresentam um menor número de altas.

A discussão deve ser feita, com o objectivo de conseguirmos propostas geradoras de mais eficiência e qualidade para todos os agentes.

Saúde em Desassossego

Na saúde, mais do que em quaisquer outros lugares, deve ser imperioso a tranquilidade e a neutralidade política. As profundas alterações verificadas nas últimas décadas, traduziram uma melhoria real na situação da população, e, em particular, dos grupos mais desfavorecidos.

Com o descalabro geral da economia,(que aumentou o desemprego),os erros de gestão das instituições,(com défices dificilmente recuperáveis),o aumento em flecha do custo de vida,(que sugam os salários quantas vezes conquistados a pulso) e a incapacidade de estabelecer políticas coerentes e integradas, é provável um resultado objectivo que comprometa a defesa autêntica e efectiva da qualidade de saúde.

Particularmente dramática é a situação de muitos hospitais, que agem de forma desarticulada, perante algumas necessidades das populações. Este período vai lançar uma tentativa de ditadura económica, que é necessário reagir com métodos organizativos, para além de uma honestidade e linha de coerência que caracterizam a maioria dos profissionais de saúde.

Primeiro objectivo: preservar a neutralidade

Será que a saúde há-de ter um modelo para a esquerda, outro para o centro e outro para a direita?

Segundo objectivo: o exemplo:

Os profissionais de saúde devem consolidar as suas raízes no exercício das suas missões.

Terceiro objectivo: Contribuir para um sistema de saúde

Hoje ninguém aceita de bom grado o exercício duma autoridade, que não informe a opinião pública sobre os actos que pratica, que não revele os motivos das decisões que toma e que não comente os acontecimentos que se vão desenrolando sob os nossos olhos.

Teremos de saber tirar partido do momento histórico que atravessamos.