Racionalizar sem Racionar

Pressentem-se (finalmente) sinais positivos de mudança ao nível da reorganização da oferta hospitalar. Se as decisões forem baseadas em adequados princípios de racionalidade técnica e tiverem em conta o necessário bom senso teremos, no final do processo, muitas surpresas.

Chegaremos à conclusão de que afinal o acesso, a circulação e a gestão de fluxos de doentes serão melhorados, a qualidade dos centros de elevada diferenciação reforçada, a dependência do trabalho extraordinário fortemente reduzida e a disponibilidade de recursos humanos para as unidades periféricas significativamente reforçada.

Se a tudo isto se juntar a organização interna dos serviços em função da qualidade, da segurança e do interesse dos utentes em detrimento dos interesses particulares teremos dado um passo importante para requalificar o serviço nacional de saúde.

Fica apenas a ressalva de saber até que ponto esta transformação ficará comprometida se persistir a  preocupante tendência de estrangulamento económico e financeiro das diferentes instituições.

Ficamos na expectativa…

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